Uma tara jacobina: arranquem o povo da eleição, por favor.
Nem sempre pelas razões jurídicas mais adequadas se pode fazer uma boca crítica ao projeto de lei dos fichas limpas, essa jacobina iniciativa de grupos de pressão organizados. Um jornalista pode fazer uma análise da realidade circundante e observar certos efeitos colaterais perigosos da aplicação prática da futura lei. O artigo de Hélio Schwartsman, publicado na Folha Oline ( aqui ), serve de reflexão mostrando que a imprensa parece querer acordar desse sonhos macartista. Estamos tentando construir uma democracia sem eleitor, em que uma minoria elitista que impor a sua lógica eleitoral aos demais, de antemão fazendo uma tosa entre os possíveis candidatos. Os sem votos querem excluir antecipadamente Collor, Maluf, Quércia, José Genuíno, José Dirceu, Delúbio Soares, Marcelo Crivella, João Paulo Cunha, entre tantos outros, da vida política nacional, simplesmente porque o povo, os eleitores, votam neles. Estão fazendo uma profilaxia vertical da política brasileira, pensam eles, essa minor...