Natal: Magistrados e eleições

Estive hoje pela manhã ministrando aula para os juízes eleitorais do Rio Grande do Norte. Devo confessar, de início, que fiquei muito bem impressionado com o nível intelectual e o interesse dos que estiveram presentes. Foi uma manhã inteira de estudos sobre direito eleitoral, talvez a última viagem minha com esse tipo de aula, pelo cansaço que gera. Mas a fadiga foi compensada com a participação de todos, as questões levantadas e o aprendizado que também tive, porque há sempre uma troca de experiências. Para ser justo, também tive uma excelente impressão dos juízes da Paraíba, Estado onde proferi palestra, embotada - lamentavelmente - pela inútil discussão sobre a vida pregressa, liderada pela AMB, que lá estava presente através do seu presidente, Mozart Valadares, apaixonado defensor do ativismo judicial. Apesar da sua imensa lhaneza, Valadares levou-nos todos a debater o tema, cuja opinião já externei aqui e não difere do que decidiu o STF.

Observo um dado interessante: cada vez mais temos magistrados jovens, com formação intelectual firme e origem as mais diversas: o concurso público sério realizado pelos tribunais está mudando a fisionomia do Poder Judiciário, para melhor inegavelmente. Na aula de hoje vi as diversas gerações e percebi uma boa troca de experiência entre elas. Foi muito positivo, enfim. O ruim é que estou aqui, no aeroporto, escrevendo essas linhas, supercansado, doido para chegar em casa.
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